BLUE HOLE

Um mergulho no Grande Buraco Azul de Belize é uma experiência fascinante. Com mais de 300 metros de diâmetro, esse grande círculo azul-marinho pode ser visto até do espaço. O Buraco aparece como uma imensa "bola" no meio do atol de Lighthouse Reef. A visão da mancha mais escura no meio das águas clarinhas é um pouco assustadora. Saber que o Buraco tem 125 metros de profundidade também não ajuda muito, mas calma. O local é atração turística, então há muitas operadoras que levam visitantes para mergulhar por ali com segurança.
Em tempos remotos, o Buraco era uma caverna. Com a subida do nível dos oceanos a cobertura da caverna acabou cedendo e a parte interna permaneceu submersa.
Ao mergulhar ali o turista tem uma bela visão de parte da riquíssima barreira de corais de Belize, a segunda maior do mundo (atrás somente da australiana). Os corais ornamentam as bordas do buraco deixando somente dois canais, por onde entram e saem os barcos que levam mergulhadores.
Os corais ainda se fixam nas paredes do buraco até uma profundidade aproximada de 15 metros, depois começam a rarear e sobram só as estalactites, herança dos tempos de caverna. Toda a região do Buraco merece uma visita. Os atóis são belíssimos e há muitos outros pontos de mergulho no local.
(Stalactites no Blue Hole)

Barcos saem a todo momento de Belize City, das Ilhotas de Ambergris ou Half Moon e de vários atois da região. Os que saem pela manhã até oferecem um lanchinho na ida. Geralmente o passeio dura um dia inteiro e inclui mergulhos no grande buraco azul e em áreas próximas repletas de corais e peixes.

TOBAGO CAYS

O imenso recife de coral “Horseshoe Reef” protege um conjunto de 5 pequenas ilhas desabitadas e paradisíacas separadas do arrecife por uma faixa de areia branquíssima com uma profundidade média entre 5 e 8 metros. Coqueirais balançando ao sabor morno dos ventos alíseos se espalham pelas diversas praínhas que se formam nas reentrancas e enseadas protegidas pelo coral. Do convés de um veleiro nos chega o doce aroma da vegetação repletas de bouganvilles. Repousar os olhos sobre as infinitas nuances de azul turquesa do mar de águas límpidas e “calientes” é quase uma luxúria inebriante aos cinco sentidos. Sob um céu de azul não menos exuberante entremeado de pequenas nuvens brancas fervilha o pequeno arquipélago de TOBAGO CAYS. Uma obra prima da natureza nos limites Atlânticos do mar do Caribe. Santuário para tartarugas, aves marinhas, corais de todas as espécies, peixes e crustáceos que durante milhões de anos evoluíram para uma abundância de vida no entorno das ilhas.
Tobago Cays pertence a um arquipélago maior chamado “ Granadinas” e que por sua vez pertence ao pais independente de “ St. Vincent and the Granadines”.
Ex colônia britânica, St. Vincent and the Granadines ( ou apenas St. Vincent como costumamos chamar) ganhou sua independência somente ao final da década de 70. St. Vincent é sem dúvida uma das ex-colônias que menos se desenvolveu no sentido econômico e na sua organização. Só recentemente o governo de St. Vincent acordou para a necessidade eminente de criar um órgão de fiscalização que controlasse a exploração dos recursos e riquezas naturais em Tobago Cays. Com a criação do parque nacional na área do Arquipélago e também de um sistema que restringisse o fluxo cada vez maior de turismo, o primeiro passo foi dado no sentido da conservação. Mesmo sabendo que a comunidade cruzeirista foi atingida em cheio com as medidas adotadas de restrição a quantidade de barcos permitida dentro da área do parque, somos obrigados a admitir que os limites vinham sendo ultrapassados já há muitos anos. Desde 2007 uma taxa vem sendo cobrada a qualquer embarcação ancorada dentro do parque.
Em 2006 qdo o Alma esteve ancorado em Tobago Cays por duas semanas a taxa ainda não estava em vigor. Percebemos que nada era fiscalizado.
Vendedores de areia, pesca ilegal de lagosta, jetskis , botes e wakeboarders a alta velocidade e gente ancorando sobre o coral deixavam-nos com uma ponta de tristeza diante do crescente impacto que tudo isso iria trazer ao equilíbrio no meio ambiente do arquipélago. Após 1 ano de muito protesto da comunidade cruzeirista, de vendedores, operadores de barcos de passeio, charters e mergulho e ainda de muita dificuldade,os fiscais do parque fizeram valer a enorme lista de novos regulamentos. Não há duvida que Tobago Cays já não é o mesmo paraíso intocado e virgem da época em que os primeiros veleiros e cruzeiristas por aqui singraram suas quilhas. Mas por outro lado seria uma pena ver este santuário que a natureza esculpiu com tanto esmero desaparecer tão rapidamente.
Para quem quiser por exemplo desfrutar dessas águas a bordo de um veleiro de até 40 pés deverá desembolsar U$ 15,00 por dia mais U$ 3,00 por cada pessoa a bordo. A permanência máxima é de 2 semanas. Ski, jetski, ou qualquer outra embarcação a mais de 3 nós de velocidade estarão banidas do parque. A pesca está definitivamente proibida . Bóias demarcando as áreas de ancoragem foram colocadas afim de preservar os corais e a área de alimentação das tartarugas que continuam sendo abundantes por ali. Num dia comum sentado ao cockpit podemos ver com certeza dezenas delas emergindo ao redor dos barcos. Todos os vendedores foram credenciados e padronizados e novas licenças para atuar estão suspensas até segunda ordem. Hoje, a taxa é cobrada diariamente pelos fiscais do parque que vão de barco em barco checando as atividades. Os vendedores vem em pequenas lanchas de madeira e trazem ao seu barco quase de tudo: Pão, gelo, frutas, peixes etc.. Barcos de passeio estão limitados a apenas 2 praias e o horário e a quantidade de visitantes controlados. Sim, serão U$ 21,00 por dia para ancorarmos o Baleeiro com 2 pessoas a bordo em Tobago Cays. Seriam então mais de U$ 200,00 por 10 dias.
No entanto estaremos bem felizes se o resultado disto seja a garantia que poderemos trazer nossos netos para verem daqui há 100 anos o que vemos nos mesmos hoje por um punhado de dólares. O que nos deixam tristes é ouvir dos nossos pais que a baia de Guanabara era linda e de água transparente, que o Rio Tietê era limpo, que o Rio Guaíba era translúcido, que as águas de Boa Viagem eram.........

SANDY ISLAND - BVI











Esta ilha de areias brancas que pertencia a Laurence Rockefeller foi doada ao governo das Ilhas Virgens Britânicas, com a condição de que ela permanecesse intocada. Tem uma vista espetacular para outras ilhas ao redor...
É outro pedaço de areia no meio do oceano, que vc conhece andando em 10 minutos...
Certa vez fazendo um charter,






tivemos a GRANDE SORTE DO MUNDO, de mergulhar com 2 golfinhos, que estavam passeando por SANDY ISLAND, enquanto estavamos ancorados em frente a praia. Desta vez foi especial, pois eles não passaram pulando e foram embora como todos os outros fazem, eles ficaram pelo menos uma hora conosco, indo de um lado pro outro muito devagar, querendo interagir de verdade!
A interação com estes animais é incrível. Eu e o Galdo pegamos nossas mácaras e caímos na água para ver estas figuras de perto. No início dá medo, mas qdo vc vai chegando pertinho, eles passam uma calma e uma tranquilidade convidando a nadar com eles como se fôssemos da mesma espécie. Eles nadavam por baixo da corrente da âncora do barco e pulavam depois coçavam as costas na corrente se divertindo muito... Bom, não sei o que me aconteceu que qdo fui pegar fôlego na superfície, comecei a chorar muito, emocionada com a cena que estava acabando de presenciar!Eu estava trabalhando e no meio disso realizei um sonho que tenho a 32 anos, de mergulhar com estes animais no seu habitat natural e nao engaiolada com animais que certos parques aquáticos o fazem de escravos em troca de peixes !!!Depois que as crianças nos viram nadando com eles, todo mundo perdeu o medo e caiu na água também. Foi uma grande festa que durou cerca de 40 minutos sem intervalo, um show embaixo d`água que tem gente que passa a vida inteira querendo ver e não consegue... Nossos convidados foram presenteados com este espetáculo da natureza... nunca vimos nada igual! DEFINITIVAMENTE ESTAS COISAS JUSTIFICAM NOSSA VIDA POR AQUI!
By Andy

NECKER ISLAND - BVI















Esta belíssima ilha, que faz parte das Ilhas Virgens Britânicas ou BVI - como chamamos, pertence a Richard Bramson, dono da Virgin Airlines e de uma série de outras empresas. Com o conjunto arquitetônico de estilo polinésio

e dividido em várias pequenas casas independentes que fazem junto com a exuberante natureza que acerca, um dos mais belos pontos nas Virgens. Qdo ele casou na Ilha, seus convidados tiveram a oportunidade ímpar de assistir ao show do U2. Nada mal! Para alguns poucos privilegiados, saibam que a ilha está disponível para aluguel, pela bagatela de U$ 50 MIL DOLARES POR NOITE, vc tem direito a casa, a ilha, suas 11 embarcações e seus 30 funcionários, entre massagistas, professores de vela, chefs de cozinha ... Lembramos que em BVI todas as praias são públicas e vc tem direito de frequentá-las sem pagar absolutamnete nada... basta respeitar o limite da faixa de areia!








A ilha tem um recife em frente que faz parte da mesma ilha. Este recife e um pedaço do areia no meio do oceano... tem 2 coqueiros no centro um verdadeiro esteriotipo de ilhazinha tropical!! SÓ FALTA MESMO VC DEBAIXO DO SEU GUARDA SOL !Vale muito a pena descer e nadar um pouco ao seu redor!!!


ST MAARTEN : SHARK DIVE COM MERGULHADORES BRASILEIROS ALIMENTANDO TUBARÕES

Jefferson e Luciana, ou melhor, Lu e Jeff - como são chamados em St Maarten, chegaram por aqui há mais de 6 anos para continuar com a profissão de mergulhadores que sempre exerceram no Brasil. Chegaram a trabalhar em Floripa e outros tantos anos em Noronha. Logo que chegaram, Jeff foi chamado para substituir o mergulhador que tinha iniciado com a alimentação de tubarões no recife que fica em frente a Great Bay em St Maarten. Este recife é chamado BIG MAMA REEF, assim batizado em homenagem ao maior dos reef sharks que aparece já há tantos anos para este show que se repete 3 vezes por semana.É incrível a intimidade que Jeff tem com cada um deles. Conhece a maioria pelo nome e o comportamento de cada um. Os maiores tem sempre prioridade durante a alimentação, pois são mais maduros e menos afoitos do que os pequenos que vem com mais "sede ao pote". Em grupo de até 20 mergulhadores que necessitam apenas a graduação "ADVANCED", são guiados até a área de alimentação em um fundo de areia por entre as paredes de coral e orientados a deitar no fundo segurando em blocos de cimento que estão dispostos em um semi circulo orientado para o centro onde Jeff coloca uma caixa com apenas 5 pedaços de peixe por mergulho. Segundo ele que os fantásticos animais jamais se mostraram agressivos e respeitam o ritual de maneira metódica.
Mergulhar em BIG MAMA REEF em outros horários que não os do shark dive, provavelmente não veremos nenhum tubarão. Porém qdo o barco da Ocean Explorer se aproxima do local, como se viessem do nada, aparecem diversos tubarões que chegam a medir mais de 2 metros e meio de comprimento.Um a um, os tubarões vão se revezando, num bailado calmo e sereno, para pegar os pedaços de peixes que são distribuidos através de um bastão de ferro que leva o peixe na ponta. Em algumas vezes o tubarão passa por baixo das pernas de Jeff, e ele os acaricia como se fossem seus animais de estimação. As vezes perguntamos para o Jeff: - Vc já ouviu falar de "shark castration"? Qdo os 5 pedaços de peixes acabam, Jeff orienta os seus ajudantes a guiarem os mergulhadores de volta para o barco. O incrível é que neste momento, como se os tubarões já soubessem, se afastam do semi circulo e em 2 minutos desaparecem, ou seja, nào estào ali para comer gente, apesar de ser tão fácil para eles se quisessem. Jeff é uma pessoa muito calma e de fala tranquila. Ao final do mergulho com todos de volta a bordo e maravilhados pelo astral pacífico e magestoso que os tubarões nos deixam, Jeff faz um discurso sobre a importância destas criaturas para a saúde dos oceanos e como o homem vem destruindo estas espécies sem nenhum pudor ou sinais de diminuição. A cada ano vem se pescando menos e menos tubarões no mundo. Isto nào quer dizer que a frota de pesqueiros esteja menor ou menos aparelhada: simplesmente a diminuição vem da falta de tubarões nos mares. Ano passado foram 40 milhões de tubarões pescados (dados oficiais) provavelmente muito mais do que isso. Há 10 anos atrás eram pescado 100 milhões por ano. Um hábito comum no Oceano Índico e Pacífico é encher os porões de barcos somente com barbatanas de tubarões. O tubarào é trazido a bordo e jogado de volta ao mar sem as barbatanas, que os levam a morte pois nao podem mais nadar. A carne do tubarão não tem o valor bom no mercado e não compensa ocupar espaço nos porões. O grande predador do mundo é o HOMEM que está levando estes animais a extinção. A PADI, tem um programa de conscientização sobre tubarões - Project AWARE, que vale a pena dar uma olhada no site! O Jeff costuma dizer que nas estatísticas existem mais pessoas morrendo de cocos caindo de coqueiros do que de ataques de tubarões, que não chegam a 20 todos os anos. Em todo o Caribe só existem 2 mergulhos para alimentação de tubarões. É um orgulho para nós termos dois brasileiros - e nossos amigos, a frente deste trabalho de conscienctização tão bonito, pois cada mergulhador que sai da água volta para casa com outra visão destes belíssimos animais! Eles tem sua operadora bem embaixo dos coqueiros de Kin Sha Beach, perto da Simpson Bay Bridge em St Maarten. E apesar de terem afetados em cheio pelo Furacão OMAR, já estão de mangas arregaçadas para por a operadora em condições de atender a temporada 2009 que começa agora em novembro.

ANTIGUA CLASSIC REGATTA 2008



Vale a pena ver estes videos que contam um pouco do que vemos durante a ANTIGUA CLASSIC REGATTA realizada todos os anos na Ilha de Antigua. A Regatta fica baseada no Nelson Dockyard em English Harbour, que foi durante o século XVII e XVIII o lar da frota inglesa de guerra no Caribe. English Harbour em si tem predicados naturais que a fazem um dos melhores abrigos para furacões e ainda possue o charme que somente a tradição naval inglesa poderia nos proporcionar!Depois de quase 100 anos de abandono o DOCKYARD foi restaurado em meados do século passado e transformado em um parque nacional junto com todo o seu entorno que engloba também a vizinha Falmouth Harbour.
Foi exatamente aqui que passamos deliciosos momentos a bordo do ALMA, as vezes por meses a fio sem sequer levantar a ancora do fundo de lama que guarda relíquias como antigas corrrentes que serviam para fechar a entrada da baía no caso de ataque naval. é só caminhar em suas encostas que encontramos garrafas antigas de vinho, porcelanas chinesa, cachimbos e outras peças antigas que a cada enxurrada surgem de baixo da terra. Lá fizemos GRANDES amigos e estar no Dockyard é como se ele nos acolhece como sua família! É um lugar que certamente voltaremos com o nosso BALEEIRO neste ano que segue.Barcos de todo o mundo congregam anualmente para o evento que traz barcos clássicos de todos os tamanhos.

Vale conferir os videos e curtir estas imagens!

É um mergulho no tempo e nos sonhos da época áurea da navegação a vela!