Jefferson e Luciana, ou melhor, Lu e Jeff - como são chamados em St Maarten, chegaram por aqui há mais de 6 anos para continuar com a profissão de mergulhadores que sempre exerceram no Brasil. Chegaram a trabalhar em Floripa e outros tantos anos em Noronha. Logo que chegaram, Jeff foi chamado para substituir o mergulhador que tinha iniciado com a alimentação de tubarões no recife que fica em frente a Great Bay em St Maarten. Este recife é chamado BIG MAMA REEF, assim batizado em homenagem ao maior dos reef sharks que aparece já há tantos anos para este show que se repete 3 vezes por semana.
É incrível a intimidade que Jeff tem com cada um deles. Conhece a maioria pelo nome e o comportamento de cada um. Os maiores tem sempre prioridade durante a alimentação, pois são mais maduros e menos afoitos do que os pequenos que vem com mais "sede ao pote". Em grupo de até 20 mergulhadores que necessitam apenas a graduação "ADVANCED", são guiados até a área de alimentação em um fundo de areia por entre as paredes de coral e orientados a deitar no fundo segurando em blocos de cimento que estão dispostos em um semi circulo orientado para o centro onde Jeff coloca uma caixa com apenas 5 pedaços de peixe por mergulho. Segundo ele que os fantásticos animais jamais se mostraram agressivos e respeitam o ritual de maneira metódica.
Mergulhar em BIG MAMA REEF em outros horários que não os do shark dive, provavelmente não veremos nenhum tubarão. Porém qdo o barco da Ocean Explorer se aproxima do local, como se viessem do nada, aparecem diversos tubarões que chegam a medir mais de 2 metros e meio de comprimento.Um a um, os tubarões vão se revezando, num bailado calmo e sereno, para pegar os pedaços de peixes que são distribuidos através de um bastão de ferro que leva o peixe na ponta. Em algumas vezes o tubarão passa por baixo das pernas de Jeff, e ele os acaricia como se fossem seus animais de estimação. As vezes perguntamos para o Jeff: - Vc já ouviu falar de "shark castration"?
Qdo os 5 pedaços de peixes acabam, Jeff orienta os seus ajudantes a guiarem os mergulhadores de volta para o barco. O incrível é que neste momento, como se os tubarões já soubessem, se afastam do semi circulo e em 2 minutos desaparecem, ou seja, nào estào ali para comer gente, apesar de ser tão fácil para eles se quisessem.
Jeff é uma pessoa muito calma e de fala tranquila. Ao final do mergulho com todos de volta a bordo e maravilhados pelo astral pacífico e magestoso que os tubarões nos deixam, Jeff faz um discurso sobre a importância destas criaturas para a saúde dos oceanos e como o homem vem destruindo estas espécies sem nenhum pudor ou sinais de diminuição. A cada ano vem se pescando menos e menos tubarões no mundo. Isto nào quer dizer que a frota de pesqueiros esteja menor ou menos aparelhada: simplesmente a diminuição vem da falta de tubarões nos mares. Ano passado foram 40 milhões de tubarões pescados (dados oficiais) provavelmente muito mais do que isso. Há 10 anos atrás eram pescado 100 milhões por ano.
Um hábito comum no Oceano Índico e Pacífico é encher os porões de barcos somente com barbatanas de tubarões. O tubarào é trazido a bordo e jogado de volta ao mar sem as barbatanas, que os levam a morte pois nao podem mais nadar. A carne do tubarão não tem o valor bom no mercado e não compensa ocupar espaço nos porões. O grande predador do mundo é o HOMEM que está levando estes animais a extinção. A PADI, tem um programa de conscientização sobre tubarões - Project AWARE, que vale a pena dar uma olhada no site! O Jeff costuma dizer que nas estatísticas existem mais pessoas morrendo de cocos caindo de coqueiros do que de ataques de tubarões, que não chegam a 20 todos os anos. Em todo o Caribe só existem 2 mergulhos para alimentação de tubarões. É um orgulho para nós termos dois brasileiros - e nossos amigos,
a frente deste trabalho de conscienctização tão bonito, pois cada mergulhador que sai da água volta para casa com outra visão destes belíssimos animais! Eles tem sua operadora bem embaixo dos coqueiros de Kin Sha Beach, perto da Simpson Bay Bridge em St Maarten. E apesar de terem afetados em cheio pelo Furacão OMAR, já estão de mangas arregaçadas para por a operadora em condições de atender a temporada 2009 que começa agora em novembro.
É incrível a intimidade que Jeff tem com cada um deles. Conhece a maioria pelo nome e o comportamento de cada um. Os maiores tem sempre prioridade durante a alimentação, pois são mais maduros e menos afoitos do que os pequenos que vem com mais "sede ao pote". Em grupo de até 20 mergulhadores que necessitam apenas a graduação "ADVANCED", são guiados até a área de alimentação em um fundo de areia por entre as paredes de coral e orientados a deitar no fundo segurando em blocos de cimento que estão dispostos em um semi circulo orientado para o centro onde Jeff coloca uma caixa com apenas 5 pedaços de peixe por mergulho. Segundo ele que os fantásticos animais jamais se mostraram agressivos e respeitam o ritual de maneira metódica.
Mergulhar em BIG MAMA REEF em outros horários que não os do shark dive, provavelmente não veremos nenhum tubarão. Porém qdo o barco da Ocean Explorer se aproxima do local, como se viessem do nada, aparecem diversos tubarões que chegam a medir mais de 2 metros e meio de comprimento.Um a um, os tubarões vão se revezando, num bailado calmo e sereno, para pegar os pedaços de peixes que são distribuidos através de um bastão de ferro que leva o peixe na ponta. Em algumas vezes o tubarão passa por baixo das pernas de Jeff, e ele os acaricia como se fossem seus animais de estimação. As vezes perguntamos para o Jeff: - Vc já ouviu falar de "shark castration"?
Qdo os 5 pedaços de peixes acabam, Jeff orienta os seus ajudantes a guiarem os mergulhadores de volta para o barco. O incrível é que neste momento, como se os tubarões já soubessem, se afastam do semi circulo e em 2 minutos desaparecem, ou seja, nào estào ali para comer gente, apesar de ser tão fácil para eles se quisessem.
Um hábito comum no Oceano Índico e Pacífico é encher os porões de barcos somente com barbatanas de tubarões. O tubarào é trazido a bordo e jogado de volta ao mar sem as barbatanas, que os levam a morte pois nao podem mais nadar. A carne do tubarão não tem o valor bom no mercado e não compensa ocupar espaço nos porões. O grande predador do mundo é o HOMEM que está levando estes animais a extinção. A PADI, tem um programa de conscientização sobre tubarões - Project AWARE, que vale a pena dar uma olhada no site! O Jeff costuma dizer que nas estatísticas existem mais pessoas morrendo de cocos caindo de coqueiros do que de ataques de tubarões, que não chegam a 20 todos os anos. Em todo o Caribe só existem 2 mergulhos para alimentação de tubarões. É um orgulho para nós termos dois brasileiros - e nossos amigos,
a frente deste trabalho de conscienctização tão bonito, pois cada mergulhador que sai da água volta para casa com outra visão destes belíssimos animais! Eles tem sua operadora bem embaixo dos coqueiros de Kin Sha Beach, perto da Simpson Bay Bridge em St Maarten. E apesar de terem afetados em cheio pelo Furacão OMAR, já estão de mangas arregaçadas para por a operadora em condições de atender a temporada 2009 que começa agora em novembro.





Um comentário:
Que loucura!!
Muito legal teu post, profissão arriscadinha essa não?
As fotos tbm são incriveis!!
bjoca!
P.S. - to aqui so te esperando, eu e a Julia vamos fazer uma janta pra voces quando voces chegarem!
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